A Citroën divulgou a nova geração do C5 Aircross. Pela primeira vez, há uma variante totalmente eléctrica, o ë-C5 Aircross. O novo modelo é, até ao momento, o maior dos Citroën eléctricos, posicionando-se acima do ë-C4 e ë-C4 X. A versão de produção mantém-se fiel ao concept mostrado no Salão de Paris, o qual antecipou fielmente o novo crossover da casa do Double Chevron.
O novo Citroën ë-C5 Aircross foi concebido em França e é montado na fábrica de Rennes. A Citroën faz bandeira da origem gaulesa do seu novo modelo. Para além de sair das linhas de montagem na região da Bretanha, as baterias nascem na gigafábrica da ACC em Douvrin, e os motores elétricos e inversores em Trémery e Valenciennes.
O novo SUV apresenta um visual completamente distinto da primeira geração do C5 Aircross, rompendo com as linhas arredondadas do modelo anterior para adoptar formas mais tensas e angulares, alinhadas com a nova linguagem visual da marca.

Perfil escultural e aerodinâmica otimizada
A silhueta do novo C5 Aircross foi desenhada para otimizar a eficiência. O traço lateral estende-se de forma fluida do capô à traseira, sem excessos decorativos. O capô inclinado e o tejadilho ligeiramente descendente após a segunda fila de bancos ajudam a cortar o ar e melhoram a autonomia.
Recorrendo à plataforma STLA Medium, a mesma do Peugeot E-3008, entre outros, a altura é fica-se pelos 1,66 metros, mas mantém um bom espaço interior e 200 mm de distância ao solo. Elementos como defletores de ar e entradas estão integrados para reduzir o arrasto aerodinâmico.

A frente destaca-se pela fluidez das formas e pelo novo logótipo Citroën ao centro. A assinatura luminosa em três pontos é representada por finos segmentos horizontais LED, que reforçam a largura do veículo. Os faróis Matrix LED unem-se através de uma faixa preta brilhante discreta, enquanto detalhes como as estrias moldadas no pára-choques remetem para os chevrons da grelha.
Nesta versão elétrica, ao contrário dos congéneres com motores térmicos, a frente é totalmente fechada. Esta pequena alteração ajuda a aerodinâmica e traz maior eficiência energética.
A traseira segue a linguagem da dianteira com uma faixa horizontal em preto brilhante que destaca a verticalidade da bagageira. Esta solução maximiza o espaço de carga e dá um ar mais encorpado ao ë-C5 Aircross. As cavas das rodas traseiras integram apêndices aerodinâmicos inspirados em dispositivos electrónicos, para além de ajudarem na aerodinâmica ao direccionar o fluxo de ar de forma eficiente. A assinatura luminosa Citroën Light Wings, vista no concept, mantém-se na versão de produção.

Proporções generosas e identidade gráfica marcante
O recurso à plataforma STLA Medium permite ao novo C5 Aircross crescer em todas as dimensões. Com 4.652 mm de comprimento (+150 mm), 1.902 mm de largura e 2.784 mm de distância entre eixos (+60 mm), o espaço para os passageiros traseiros é agora equivalente ao do C5 X, até agora, o modelo mais espaçoso da marca francesa.
O ë-C5 Aircross tem disponíveis jantes até 20 polegadas, outra estreia para a Citroën. Estas têm um design modular que melhora a eficiência aerodinâmica e favorece a ventilação dos travões.
Elementos visuais personalizados, como clips verticais dourados ou pretos brilhantes, comuns à nova geração Citroën, estão presentes nas portas dianteiras e reforçam a ligação visual entre grelha, painéis laterais e arcos das rodas.

Até 680 km de autonomia
O ë-C5 Aircross junta-se à cada vez mais numerosa família que recorre à plataforma STLA Medium. Com, o mais recente Citroën traz duas motorizações já bem conhecidas e que garantem bons valores de autonomia:
- 210 cv (157 kW) com bateria de 73 kWh: autonomia até 520 km.
- 230 cv (170 kW) com bateria de 97 kWh: autonomia até 680 km.
Para ajudar, há três modos de condução à disposição do condutor – Normal, Eco e Sport – e é também possível controlar a travagem regenerativa em três níveis através de patilhas no volante.
A bomba de calor (opcional) permite otimizar o consumo energético em dias frios, aumentando a autonomia até 25 km. O modelo inclui navegação conectada com planeamento inteligente de viagens elétricas, tendo em conta tráfego, inclinações, carga da bateria e postos de carregamento em tempo real.
Para alimentar tudo isto, o ë-C5 Aircross inclui de série um carregador trifásico de 11 kW. A partir de 2026, poderá incluir um carregador bidirecional de 22 kW, o qual permite carregamentos ultrarrápidos e tecnologia V2L (Vehicle-to-Load) — útil para alimentar dispositivos externos como bicicletas elétricas ou pequenos eletrodomésticos (e dá jeito em caso de apagão).
O tempo de carregamento depende da versão da bateria mas, para já, a Citroën divulga estes números para os 20% a 80%:
- 73 kWh: 6h45 (wallbox 7,4 kW), 4h30 (11 kW), 30 min (160 kW DC).
- 97 kWh: 8h55 (wallbox 7,4 kW), 6h30 (11 kW), 27 min (160 kW DC).
Sala de estar confortável
Como seria de esperar de um Citroën, o conforto é a prioridade e o interior é pensado para nos fazermos sentir como se estivéssemos numa sala de estar. O tablier foi inspirado no design de sofás, com formas horizontais amplas e materiais suaves, enquanto que a parte inferior é forrada com um tecido espumado de alta qualidade, que se prolonga pelas portas e bancos.
A iluminação ambiente personalizável conta com oito cores diferentes, integradas com subtileza no tabliê, colunas de som e consola central. Pequenos apontamentos coloridos no painel de bordo e bancos evocam os clips exteriores.

Já que falamos de conforto, como é de esperar de um Citroën, a ligação ao solo foi alvo de um cuidado especial. A suspensão Citroën com batentes hidráulicos progressivos filtra as irregularidades da estrada, criando um efeito de “tapete voador”. Esta tecnologia mantém o contacto ideal com o solo sem comprometer a estabilidade, mesmo em pisos irregulares. Ao contrário dos sistemas tradicionais, o batente hidráulico dissipa a energia em vez de a devolver como impacto. Pelo menos, assim o garante a Citroën.
Uma vez que falamos de um modelo eléctrico, o capítulo tecnológico é, também ele, um ponto muito importante. O novo ë-C5 Aircross introduz o maior ecrã central da Stellantis. Este ecrã HD suspende-se visualmente no tablier e prolonga-se até à consola central. A interface inclui zonas fixas e personalizáveis para facilitar o acesso às principais funções.

Quando chega e quanto vai custar?
É já este ano que o ë-C5 Aircross chega às nossas estradas. O familiar gaulês tem chegada prevista para o segundo semestre do ano. A versão eléctrica é precisamente a primeira a chegar ao nosso mercado.
A Citroën ainda não divulgou preços mas, se se posicionar mais barato do que o E-3008, é expectável que os preços comecem algures pelos 45 000 €. Até lá, vamos ficar a saber.
